Janeiro 13, 2008

  

Mouraz é uma freguesia do concelho de Tondela, no distrito de Viseu, com 9,22 quilómetros quadrados de área e 998 habitantes. Situada na parte sudeste do Vale de Besteiros, na margem direita do rio Dinha, afluente direito do Dão, tem como limites a sul as freguesias de Nagosela (pertencente ao concelho de Santa Comba Dão) e Vila Nova da Rainha, a oeste a de Dardavaz, a noroeste a de Tondela, a nordeste a de Tonda e a oriente a de Ferreirós do Dão. É atravessada na sua parte poente pelo IP3, entre os quilómetros 95 e 97, com acesso a sul no nó de Treixedo e a norte no de Tondela, seguindo a estrada de Tonda. Os seus terrenos são de natureza granítica, apresentando-se bastante acidentados sobretudo na parte oriental da freguesia. Compreende actualmente as localidades de Mouraz, Carvalhal, Couço, Adiça, Póvoa de Baixo, Saldonas e Alambique.

         (In “Mouraz, História e Memórias“, António F. Dias de Almeida)

                                     
 
Mouraz, História e Memórias” vence prémio Aurélio Soares Calçada
“(…)Por último, usou da palavra, a Dra. Teresa Calçada, que em nome de sua mãe e irmã, apresentou os premiados deste ano ao prémio Aurélio Soares Calçada. Este prémio, no valor monetário de 1100€, repartido pela família de Aurélio Calçada, Município de Tondela e Junta de Freguesia de Campolide, pretende premiar trabalhos de investigação sobre qualquer aspecto da vida cultural, social, económica, histórica ou monográfica do Concelho de Tondela, suas terras e suas gentes. O júri era constituído, segundo o Regulamento, por um membro da família, e por um membro de cada uma das seguintes instituições: Município de Tondela, Casa do Concelho de Tondela e Junta de Freguesia de Campolide. Este ano, o prémio foi atribuído a António Fernando Dias de Almeida, natural de Mouraz. A sua investigação centrou-se em “Mouraz, História e Memórias”, uma monografia repleta de informação histórica e cultural. Este ano, devido à qualidade dos trabalhos apresentados, foram atribuídas duas Menções Honrosas, uma a Inês da Conceição do Carmo Borges, com uma investigação sobre A Irmandade da Nossa Senhora do Carmo em Tondela – Génese da solidariedade na vida e na morte, e Tiago de Sousa Mendes, com A Ascendência de Joaquim Álvaro Teles de Figueiredo Pacheco, Visconde de Aguieira – parte II. Após os agradecimentos por parte do vencedor e de Inês do Carmo Borges, o convívio prosseguiu com um espectáculo de música ambiente, com dança e boa disposição”. http://jornaldetondela

 Mouraz, História e Memórias” pode ser  adquirido nas Associações/Clubes de Mouraz e do Couço, e no estabelecimento Kate-Kero, na Adiça. As receitas revertem integralmente para a Irmandade de Nossa Senhora da Esperança.

MOURAZ, HISTÓRIA E MEMÓRIAS – Índice 

Introdução

As origens de Mouraz

As cartas de foral e o concelho de Mouraz

O primeiro foral e as grandes crises (séc. XIII a XV)

O foral novo de Mouraz (1514)

A administração do concelho (séc. XVI a XIX)

Do concelho à freguesia (séc. XIX a XXI)

A administração da freguesia (1836-2007)

A justiça e o Juízo de Paz de Mouraz

A educação e o ensino

A população de Mouraz

A demografia

A vida social e cultural

A religião

A economia local

Agricultura e outras actividades primárias

As manufacturas e a indústria

O comércio

Os transportes

Os serviços

A moeda

Tributos, contribuições e impostos

O Património

Património arquitectónico, artístico e cultural

A toponímia

A linguagem local

Epítetos

 

 

 

 

 

Para aceder a mais informação sobre Mouraz  pode clicar nos “links” seguintes: 

 …………….http://mouraz.blogspot.com 

e/ou  http://mouraz-tondela.blogspot.com 

e/ou  http://mouraz.blogs.sapo.pt

e/ou http://mourasdeaaz.wordpress.com

Janeiro 13, 2008

                                     

Mouraz tem muita história para contar !…

 

 

 

A Capitania-Mor de Mouraz

 

 

A actividade da capitania-mor de Mouraz foi particularmente intensa no ano de 1810, aquando da Terceira Invasão Francesa, colaborando na mobilização de homens para as tropas anglo-lusas que iriam combater o exército francês que, como veremos adiante, passou por terras de Mouraz, comandado pelo Marechal Massena. Neste período a capitania de Mouraz era chefiada pelo capitão-mor José Cabral da Cunha Corte Real, proprietário e morador da Quinta do Capitão-Mor, no Couço, e pelo sargento-mor de ordenanças João Lobo Osório Abranches do Amaral, morador na Casa Real do Carvalhal.

A designação da “Quinta do Capitão-Mor” deriva, pois, do facto de a mesma ter pertencido ao chefe máximo responsável pela capitania de Mouraz, pessoa dotada de grande poder e muito prestígio a nível local, em finais do século XVIII. Todavia, num trabalho intitulado O Concelho de Tondela – Dos finais do século XVI aos inícios do século XX – aspectos demográficos e económicos, o Professor Doutor António Manuel Matoso Martinho refere que “entre 1790 e 1840, o Mosteiro de Jesus de Viseu pediu a execução de mais de 280 devedores. Entre os maiores devedores encontrava-se o capitão-mor de Mouraz, José Cabral da Cunha Corte Real, que em 1797 devia 300000 réis”.

É provável a existência de relações de parentesco entre o capitão-mor de Mouraz e a família da Casa Real do Carvalhal, uma vez que nos assentos paroquiais dos séculos XVII e XVIII aparecem como testemunhas de casamentos e como padrinhos de baptismo indivíduos com apelidos “Mancellos Corte-Real” e “Mascarenhas Corte-Real”.

A casa onde residiu aquele oficial encontra-se nos terrenos da actual “Quinta dos Dinizes”, mais precisamente na Rua Capitão-Mor que entronca com a estrada da estação, do lado direito no sentido ascendente. As paredes exteriores ainda lá se encontram em óptimo estado de conservação, bem como uma laje frontal composta por blocos de pedra de enormes dimensões dispostas segundo uma geometria perfeita. 

 

       (In “Mouraz História e Memórias”, António D. Almeida)

 

 

      O Tribunal de Mouraz

 

“Num auto de conciliação datado de 22 de Abril de 1841, a 2ª condessa de Anadia, Maria Joana de Sá Menezes (1779-1859), reclamava junto de uma família do Carvalhal o pagamento de uma quantia avultada de rendas e juros de mora, relativos a um antigo contrato de arrendamento:

  « Aos vinte e dois dias do mês de Abril de mil oito centos e quarenta e hum, neste Logar do Carvalhal de Mourás, Julgado e Comarca de Tondella, e cazas de João Lobo Abranches do Amaral, Juis de Pas e Orfhaons das Freguezias de Mourás e Ferreiros aonde eu Escrivão vim e ahi prezente se achava João Rodrigues da Silva da Villa de Tondella, na qualidade de procurador de Donna Maria Joana de Sãa Menezes, Condeça de Anadia, como mostou ser pela procuração que me aprezentou e se acha em meo poder e Cartório, e bem asim se achavão prezentes Esperança Paes viúva que ficou de Jerónimo Paes Rodrigues, Francisco de Almeida por cabeça da sua molher todos deste Logar do Carvalhal de Mourás para se conselliarem sobre o objecto do seguinte memorial = A condeça de Anadia Donna Maria Joana de Sãa Menezes, rezidente em Lisboa, por seo bastante procurador, e como universal herdeira de seo Thio o Excellentíssimo Ballio de Lengã e Leça Bernardo Pais de Castello Branco, chama à concelliação a viuva de Jerónimo Paes Rodrigues do Carvalhal de Mourás Esperança Paes Rodrigues, e Francisco d’Almeida por cabeça da sua molher Maria, filha do dito Jerónimo Paes Rodrigues e da dita Esperança Paes Rodrigues todos do mesmo logar, e os mais já forão chamados à concelliação, (não incluindo o filho João, auzente, António solteiro, menores de vinte e cinco annos…»

  (In ” Mouraz, História e Memórias”, António F. Dias de Almeida)

 

 

                     

 

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